segunda-feira, 27 de março de 2017

PAREI AQUI - Educação, inovação e tecnologia. GIOVANNA MELLO DE FAUW VIALI

Ausência de significado do papel das escolas, dificuldade de aprendizagem e falta de conexão entre os conteúdos e os interesses dos estudantes. Esses são apenas alguns dos problemas que as escolas têm enfrentado há anos, mas que seguem sem resolução.
Apesar das mudanças pelas quais o mundo passou nas últimas décadas, o modelo de escola permanece o mesmo, fazendo com que ela perca sentido para muitos estudantes. “Os modelos tradicionais de ensino já não engajam alunos e não preparam os jovens para os desafios do século 21”, argumenta a editora do Porvir – site especializado em inovação na educação -, Tatiana Klix.
Os problemas pelos quais as escolas passam trazem em si a demanda de que ela se repense e reinvente. Nessa perspectiva, Tatiana defende que “as escolas precisam preparar os jovens a aprender a resolver problemas, traçar planos, trabalhar colaborativamente e enfrentar desafios”. “Só a partir de novas formas de aprendizagem isso será alcançado”, aponta.
Para a construção desse novo paradigma,  um dos caminhos necessários é repensar o papel das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem; estas cada vez mais presentes na vida dos estudantes, mas, paradoxalmente, distantes das salas de aula. “As ferramentas tecnológicas tornam as aulas mais engajantes, divertidas e interessantes”, explica Tatiana. “O modelo de sala de aula tradicional expositiva não atende mais ao jeito que as crianças se comunicam e se relacionam com o mundo.”
Se o diagnóstico é claro, ainda estão se desenhando os caminhos para que esse processo aconteça. Para apoiar professores e escolas nessa tarefa de apoiar o desenvolvimento integral dos estudantes, o Centro de Referências em Educação Integral, em parceria com o Porvir, selecionou 4 palestras sobre educação, inovação e tecnologia. Confira!
1.Vamos usar vídeos para reinventar a educação
Criador da Khan Academy, Salman Khan conta como criou uma plataforma de ensino com vídeos, textos, exercícios e outros recursos. Ele propõe que a ferramenta, totalmente gratuita, apoie os professores na sua tarefa de ensinar e ajude os estudantes a aprenderem, respeitando seus ritmos e necessidades.
https://www.ted.com/talks/salman_khan_let_s_use_video_to_reinvent_education?language=pt-br
2. Professores precisam receber feedback
“Satisfatório.” Para o fundador da Microsoft,  Bill Gates, este é o único retorno que os professores recebem sobre seu trabalho. Gates defende que a qualidade da educação está ligada ao feedback que os professores recebem, o que permite a melhoria nas técnicas de ensino.
https://www.ted.com/talks/bill_gates_teachers_need_real_feedback?language=pt-br
3. Educação inovadora em favelas
Para onde olhamos quando buscamos inspirações para mudar a escola? Para o consultor Charles Leadbeater a resposta é clara: é nas periferias das grandes cidades que se está transformando a educação de forma mais inovadora e inusitada.
https://www.ted.com/talks/charles_leadbeater_on_education?language=pt-br
4. A importância dos jogos na aprendizagem
De maneira tranquila, os jogos colocam temas do conteúdo curricular e possibilitam a aprendizagem e vivência pelas crianças. A opinião é do professor aposentado do Instituto de Psicologia, da Universidade de São Paulo, Lino Macedo. Em entrevista ele explica como usá-los em sala de aula e qual a sua importância.

https://www.youtube.com/watch?v=KhV0def45fs

 Tecnologia e educação são as chaves da transformação das micro, pequenas e médias empresas no Brasil

(Aluna: Amanda Francielle Silva)

Falta de capacitação é entrave para o crescimento de receita e expansão de mercado das PMEs nacionais

24 Março 2017 09Hr31

Três em cada dez brasileiros adultos possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio, segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor. São 60 milhões empreendedores, número que leva o Brasil ao primeiro lugar no ranking de empreendedorismo mundial. O País é um dos mercados com maior potencial de crescimento no e-commerce. Segundo pesquisa encomendada pelo Google, o mercado vai crescer em média 12% ao ano até 2021. Atualmente, o setor fatura 47 bilhões de reais. Mas por que o Brasil ainda não viu nascer seu Vale do Silício?

Foto: DINO
 
A resposta para essa pergunta é a falta de capacitação. Muitos empresários estão empenhados em levantar seu próprio negócio, porém, só uma uma boa ideia e força de vontade não bastam. É preciso estar capacitado para ter sucesso. Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação aponta que das 13 milhões de empresas existentes no Brasil, só 2% são de grande porte, logo 98% dos empreendimentos são pequenos e médios. Esses dados trazem a dimensão do salto que o mercado de PMEs pode dar com o avanço da capacitação.

Por meio da tecnologia, empreendedores têm um enorme potencial para ter sucesso no seu próprio negócio, economizar despesas e aumentar a produtividade do seu time. Porém, o gargalo para essa transformação não é a tecnologia, que está cada vez mais barata e acessível, o grande desafio é o conhecimento, a capacitação dos empreendedores e os seus colaboradores, para gerar resultados ainda mais expressivos.

Uma pesquisa da SoDA, grupo das principais agências digitais do mundo, mostrou que o número de empresas que estão "fazendo em casa" o marketing digital, isso significa, cortando agências e capacitando seus funcionários para exercer essa função vem crescendo exponencialmente no mundo. Em 2014, esse número era de 13% e saltou para 27% em 2015, mais do que o dobro. A média global de empresas fazendo seu próprio marketing está em 28%.

De olho nisso, cada vez mais o mercado tem visto o crescimento das startups focadas em transformar o ensino e capacitar pessoas. Elas são conhecidas como Edtech e estão em franca expansão. Segundo estudo da Metaari, os investimentos globais de 2016 na área foram os maiores da história, atingindo a marca de 7,33 bilhões de dólares. A tendência de empreender com capacitação, oferecendo possibilidades para que outros empreendedores consigam melhores resultados e cheguem mais longe é uma prática que começa a tomar forma no Brasil.

Uma dentre as possíveis soluções para diminuir esse déficit são as startups de e-learning. Uma delas, a Wunder Digital é especializada na capacitação e qualificação de empreendedores e pequenas e médias empresas em marketing digital. A proposta é criar, por meio da tecnologia, a melhor experiência de ensino para os empreendedores, impactando positivamente no aprendizado e influenciando a melhora de serviços. O principal objetivo da empresa é ajudar outras empresas e empreendedores a aprender a fazer o seu próprio marketing digital, crescerem, gerarem novos empregos, causando uma revolução tecnológica com potencial de aumentar o alcance e faturamento das micro, pequenas e médias empresas.

Atualmente, o mercado de Edtech nacional é altamente fragmentado e com diferentes níveis de qualidade. Muita informação apresentada está ultrapassada e sem foco na experiência do usuário. Contudo, o maior déficit é que a maioria dos cursos são extremamente teóricos e não refletem a realidade do dia a dia. Por conta disso, a implementação do conhecimento em resultados práticos é difícil.

Para alcançar essa mudança, a Wunder desenvolveu uma plataforma para implementar a tecnologia no próprio negócio por meio de vídeos que mostram na prática as ferramentas e melhores tendências de marketing digital, vendas, produtividade, técnicas de gerenciamento, SEO e redes sociais.

A metodologia consiste em testar todas as técnicas que estão fazendo sucesso no mercado e ensiná-las por meio de um o passo a passo simples, prático e com foco no resultado . Os cursos são curtos, de alta qualidade e feitos para que cada etapa seja aplicada no momento, mostrando exatamente o que fazer, como fazer e de que forma aplicar o conteúdo dos cursos de maneira real no próprio negócio, gerando resultados de verdade. Além de contar com chat online, email e telefone para resolução de qualquer dúvida.

Com o avanço maciço do comércio em ambiente online e das redes sociais, se tornou uma necessidade para os empreendedores marcarem presença no ambiente virtual por meio de canais como site, Facebook, Instagram, Twitter e outros. Por mais que o produto ou serviço seja físico, muitas empresas ganham terreno com presença virtual de qualidade. Para atuar de maneira sólida e conseguir atrair mais clientes nasceu outra necessidade; estar capacitado para atuar de forma contundente e eficiente no ambiente virtual.

Sobre a Wunder Digital
Fundada em 2015, a Wunder tem como objetivo disseminar o conhecimento sobre Marketing Digital de uma maneira fácil e inovadora. A metodologia consiste em testar todas as técnicas que estão fazendo sucesso no mercado por meio de um passo a passo simples e prático, com foco no resultado. A startup é uma plataforma de capacitação que ensina o empreendedor a implementar tecnologia no seu próprio negócio a fim de desenvolvê-lo, economizando recursos e aumentando produtividade com vídeos passo a passo sobre ferramentas, melhores práticas de marketing digital, vendas, produtividade e técnicas de gerenciamento.

Quem faz a Wunder Digital:

Nils Kauwertz, CEO & Fundador:

Nils acredita que educação e tecnologia estão ligadas para potencializar o desempenho de empresas e empreendedores. Pessoas e organizações capacitadas são capazes de criar melhores soluções e mudar seu negócio. Em busca de formação e experiência, Nils saiu da Alemanha, seu país de origem, e viajou por Suíça, Inglaterra, China e Brasil. O intercâmbio educacional e cultural ascendeu a paixão pela inovação no campo de ensino. A partir dessa experiência, Nils criou a Wunder Digital, com objetivo de tornar empreendedores e as empresas mais produtivas e competitivas. Essa meta só foi alcançada unindo qualidade de conteúdo e facilidade tecnológica.

       Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
 
 
Aluna: Amanda Francielle Silva 1° Semestre Pedagogia

         
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Professores aprendem com a tecnologia e inovam as aulas Jenifer Aparecida

Professores aprendem com a tecnologia e inovam as aulas




Docentes vêm repensando metodologias e se preparando dentro e fora de sala para integrar o ambiente digital ao ensino formal



SÃO PAULO - Educação e tecnologia caminham juntas, mas unir as duas é uma tarefa que exige preparo do professor dentro e fora da sala de aula. Ao mesmo tempo em que oferece desafios e oportunidades, o ambiente digital pode tornar-se um empecilho para o aprendizado quando mal usado. Com alunos cada vez mais conectados, professores e coordenadores de cursos de graduação têm repensado suas metodologias e as maneiras mais eficazes de manter a atenção dos estudantes.
Michael Carrier, consultor de Cambridge English, atua no departamento da universidade britânica que cuida de exames e certificações internacionais de proficiência em língua inglesa. Seu trabalho inclui ensinar outros mestres a usarem tecnologia dentro da sala de aula. “Muitas escolas pensam em comprar um equipamento de última geração, mas é preciso saber para que ele serve e como aquilo auxiliará o aluno.”Para o especialista, um dos pontos essenciais é a estratégia para lidar corretamente com as ferramentas digitais. “O primeiro passo é pensar na interação. Não é possível aprender algo novo apenas olhando para um aplicativo, por exemplo, tem de saber usá-lo.” E, quando fala em interagir, o consultor de Cambridge vai além dos recursos digitais. “Os alunos devem conversar entre eles e por isso a sala de aula ainda é importante. Aplicativos e ambiente escolar precisam trabalhar juntos.”
Barreira inicial. Outro fator importante está no preparo do professor antes de usar meios digitais em sala de aula, segundo Carrier. “Os mestres precisam estar confortáveis e conhecer todas as possibilidades que essas ferramentas oferecem, não basta entregá-las ao aluno.”
O especialista ainda reforça que, apesar de possíveis inseguranças ao longo do processo, o resultado tende a ser positivo. “Alguns professores estão mais abertos ao uso de tecnologia, outros não. Esses, geralmente, é porque não sabem como aquilo será usado. Basta ensinar a eles.” 
O professor da faculdade de Economia da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Arnaldo Borges, passou por essa experiência em seu ambiente de trabalho. “Primeiro veio a reação natural, uma certa aversão por parte dos professores, mas depois vimos que é perfeitamente possível e necessário aliar tecnologia e qualidade de ensino.” 
Para isso, a Faap investe em um sistema que oferece todo o conteúdo programático online, ensino a distância e também aplicativos usados em sala de aula, mas não esquece do treinamento dos professores. 
“São realizados os treinamentos internos, todo semestre. Usar tecnologia é um exercício difícil porque todos os dias é preciso pensar em algo novo, em como aquilo pode continuar interessante”, diz Borges. “Os alunos demandam muita informação ao mesmo tempo. Essa situação obriga o professor a cativar mais o aluno, além de estudar ainda mais. 
Antigamente, o que um professor falava era incontestável. Hoje, durante a aula, o estudante tem ferramentas que permitem que ele questione quem ensina. E, no fim das contas, é uma discussão enriquecedora.”Facilidade para alunos. A facilidade de poder entregar uma prova ou atividade online, de onde estiver, é uma das vantagens para estudantes da Faap, como Daniel Andrade, de 25 anos. Ele vê benefícios nos métodos usados pela instituição. “É algo que ajuda tanto os professores quanto os estudantes. Estamos usando cada vez mais, deixando as aulas mais participativas. A gente acaba tendo vontade de interagir quando o professor faz uma simulação real do mercado financeiro, usa um vídeo, passa exercício no tablet.” 
Com muitos alunos fazendo estágio e estudando ao mesmo tempo, as plataformas online chegaram para ajudá-los ainda mais. “Fica fácil porque, se não consigo estar na faculdade, acompanho de casa o que foi dado em aula”, conta o estudante de Administração de Empresas. “Posso estar no ônibus ou no metrô e consigo estudar o que eu quiser graças ao sistema digital.” 
Em algumas instituições, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie, as novas ferramentas tecnológicas já são vistas como uma extensão da sala de aula. “A gente tem defendido muito que o espaço de ensino na educação superior se dá em classe e laboratórios, mas também fora do ambiente universitário. Hoje o aluno aprende em todos os lugares com as facilidades que tem dentro de um celular”, conta o pró-reitor acadêmico, Cleverson Pereira de Almeida. 
A universidade também aproveita as aulas online para ajudar alunos que ficaram com pendências em alguma matéria. “Às vezes o estudante reprova por algumas faltas ou notas baixas em apenas uma disciplina, mas mesmo assim tem de fazê-la outra vez. Para não ter conflitos de horário com as demais obrigações do curso, ele tem a opção de refazer essas aulas online”, conta Almeida.
Isso evita que o aluno deixe para refazer a disciplina apenas no fim do curso, atrasando a entrega do diploma, como ocorre em muitas faculdades.
A universidade Mackenzie também tem investido em seus cursos de licenciatura, aqueles que formam professores. “Em Pedagogia, Letras, Filosofia e Matemática, nós temos a obrigação de tratar as questões tecnológicas tanto quanto falamos de metodologia. A ideia é que eles saiam preparados e enxergando as novas ferramentas como um auxílio”, explica o pró-reitor acadêmico. 
A aposta em formação de qualidade para professores é o caminho para aliar educação e tecnologia, não importa a universidade. O coordenador do Núcleo de Educação à Distância da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Klaus Schlünzen, reforça que não basta dizer que o professor precisa usar tecnologia esquecendo que, antes de tudo, ele deve aprender também. 
“O grande problema é a formação desses professores, que é formado para usar os métodos tradicionais de ensino. O problema não está na tecnologia, mas na preparação de quem vai ensinar.” 
Ele usa a própria Unesp como exemplo: de acordo com Schlünzen, apesar dos cursos de formação oferecidos online aos professores, estima-se que somente entre 10% e 15% do corpo docente aproveitem esse recurso. “As universidades têm a necessidade de tratar desse assunto de forma urgente e aproveitar que hoje temos um cenário de oportunidade de uso de tecnologia muito maior do que há 20 ou 30 anos.” Troca de informação. O coordenador ainda ressalta os desafios trazidos por novas ferramentas para a relação entre alunos e professores. “Em vez de apenas transmitir conhecimento para que o estudante compreenda, agora há uma troca. O aluno constrói informações e o docente orienta, saindo de sua zona de conforto.”
Para o pró-reitor de graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo D’Emídio, esse panorama valoriza ainda mais o papel do professor dentro da sala de aula. “É um profissional qualificado demais para estar naquele papel de apenas ficar repetindo conteúdo. A tecnologia permite trocas neste espaço, aprofundando a discussão dos temas de classe.”
Para o recém-formado no curso de Administração da ESPM Filipe Gonzaga, de 23 anos, esse é um dos pontos fortes do ensino que alia tecnologia e métodos tradicionais. “Tendo material de aula no sistema online eu me sentia mais bem preparado para as aulas e lá nós aproveitávamos o tempo para fazer discussões realmente úteis. Acho fundamental ter meios de interação que me permitem entender a aula antes que ela aconteça.”

O desafio de usar a tecnologia a favor do ensino.

(Aluna: Amanda Francielle Silva)

Não basta usar computador e tablet em sala de aula. Professores devem estar capacitados para auxiliar e orientar alunos.

  Brunno Brugnolo, especial para a Gazeta do Povo 07/07/2014 21h12
No Dom Bosco, alunos têm contato com tablets a partir do 6° ano do ensino fundamental

Não restam dúvidas sobre a intensa presença da tecnologia no dia a dia dos jovens – uma geração que já nasceu conectada com o mundo virtual – e os impactos que esse novo perfil de aluno traz ao ambiente escolar. Esse contexto lança o desafio para escolas e professores sobre como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção.
“Estamos no século 21, não tem como dar aula como se dava há 10 anos”, diz Glaucia Brito, professora do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista em Tecnologia na Educação. Para ela, a escola está atrasada. Os jovens são outros e os professores precisam se transformar para seguir essa mudança.
O uso da tecnologia pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tornando-os mais atraentes e fazendo com que o aluno adote uma postura mais participativa. No Colégio Dom Bosco, em Curitiba, tablets e netbooks são fornecidos aos alunos desde o 6.º ano do ensino fundamental. “A ideia é tentar falar a mesma linguagem [dos alunos]. Não adianta ser diferente em casa. Trabalhamos o uso responsável”, explica o professor de Física e coordenador de Tecnologias, Raphael Corrêa.
A escola trabalha de duas maneiras: recorre a objetos educacionais digitais, como vídeos, animações, imagens e infográficos, para dar suporte às aulas, e estimula a pesquisa dos alunos na internet, com a orientação do professor sobre como encontrar a informação desejada de forma segura e a partir de fontes confiáveis. Entretanto, não são só benefícios que os dispositivos móveis trazem. O colégio controla o uso quando a aula não necessita dos aparelhos e bloqueia o acesso às redes sociais, os principais vilões quando o assunto é distração.
“Tem professor que reclama que os alunos não prestam atenção, ficam só no celular. Mas, na minha época, por exemplo, nos distraíamos com gibi. A questão é como está a aula do professor”, avalia Glaucia, que defende ser possível dar uma aula de qualidade e atraente mesmo sem usar aparatos modernos.
 
Envolvimento
No Colégio Sion, a tecnologia é mais usada pelos professores, embora os alunos também usufruam em determinados momentos. Para a coordenadora do ensino médio, Cinthia Reneaux, é preciso fazer com que o estudante participe do processo, saiba contar o que aprendeu. “Para não ficar muito no virtual, fazemos muitos seminários, debates e pesquisas. Tentamos resgatar o diálogo, a conversa e discussão entre eles”, explica Cinthia, citando o formato semicircular na disposição das carteiras nas salas para facilitar o método.
 
Aluna: Amanda Francielle Silva Pedagogia 1° Semestre

A Educação ontem e hoje. GIOVANNA MELLO DE FAUW VIALI

A EDUCAÇÃO ONTEM E HOJE

Pensar a educação de ontem é voltar a tempos não muito remotos. Onde professor era uma autoridade, estava acima de tudo e todos, ao aluno só lhe era permitido sentar corretamente, não olhar dos lados e ouvir e em momento "adequado" demonstrar o que aprendeu nas avaliações sem permissão de cometer erros.

As punições eram frequentes, tanto físicas como psicológicas, e tudo isso com permissão dos pais. E ainda há quem fale hoje que eram tempos bons, pois o aluno aprendia e não mais se esquecia. Será que era verdade? Muitas vezes me faço essa pergunta e acabo chegando a respostas não muito animadoras, ou seja naquela época só se aprendia ou dizia que aprendeu através da decoréba.

Havia sim um certo respeito ao professor mas não era natural, era imposto ou seja, respeitava ou era punido. O ambiente escolar era severo, de cores escuras e opressoras, professor na frente, no alto demonstrando superioridade e alunos sentados em fila, todos uniformizados, sem um fio de cabelo fora do lugar.

O professor só tinha o quadro negro e os livros didáticos como ferramenta de trabalho, o tão falado, "quadro e giz". E tinha por obrigação vencer o livro didático. Com conteúdos pré-determinados pelo regime político vigente, estávamos em plena ditadura. Será que se aprendia ou fingia-se que havia aprendido.

Hoje temos a nosso favor o mundo da tecnologia. O aluno em seu cotidiano tem contato com muitas informações e cabe ao professor filtrar essas informações e utiliza-la no ambiente escolar. O planejamento escolar é flexível e pode e deve ser mudado quando houver necessidades, pode ser acrescentado ou excluído determinados conteúdos que se fizerem necessários.

A escola se tornou um ambiente livre, onde pode e deve ser abordado qualquer assunto sem restrições políticas ou morais. É verdade que a família se tornou ausente no ambiente escolar, dizem que foi culpa da mudança dos tempos. Mães que saem para trabalhar fora para ajudar no orçamento doméstico e muitas vezes, são chefes de família. Hoje a escola se tornou um ambiente não só para ensinar, mais também para educar. Acabou assumindo o lugar da família.

Mas para a escola deve estar claro qual o seu papel, qual a sua função. Pois a escola tem como função formar cidadão com saberes indispensáveis para a sua inserção na sociedade. É preciso que a escola trabalhe com a realidade, com as tecnologias e etc. Que forme cidadãos que contribua ativamente da vida econômica e social do país. A escola deve levar o aluno a compreender a realidade de que faz parte, situar-se nela, interpretá-la e contribuir para essa transformação.

Por razões históricas, a escola sempre foi vista como um local para se aprender a ler, escrever e contar. Mas hoje a escola faz mais que isso. Mas a escola não pode fazer tudo sozinha, precisa de ajuda da comunidade escolar, do estado ou seja da sociedade em geral.

A escola deve e precisa ser agradável e prazerosa, para que o processo ensino-aprendizagem aconteça, e para que isso seja possível professor, aluno e ambiente devem estar em sintonia.

As aulas devem ser planejadas para chamar atenção do aluno, pois hoje muita pouca coisa é novidade para eles. Na era da internet as novidades circulam muito rapidamente, a algumas décadas passadas as notícias demoravam até meses para circularem.

Hoje ter a atenção dos alunos é muito difícil, pois competimos com muitas tecnologias, como o rádio, a tv, os computadores, celulares e etc.

Professor deixou de ser o centro de tudo, passou a ser um mediador do conhecimento, e o aluno de mero expectador a colaborador, pois é a partir de seus conhecimentos prévios que a aprendizagem formal irá acontecer, e novos conceitos serão formados.

Para nós educadores refletirmos sobre a forma de se ensinar ontem e hoje, é repensar a forma de se praticar educação. Pois são novos tempos, e com essa nova geração é impossível pensar em educação como se fazia antigamente. 


ALUNA: GIOVANNA MELLO DE FAUW VIALI           1 SEMESTRE PEDAGOGIA 2017




As vantagens da tecnologia - Karina Florêncio Correia 1º Semestre Pedagogia

Você já deve ter percebido que lousa, giz, caderno e lápis não são mais os únicos materiais utilizados no ensino hoje em dia. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) – internet, notebooks, smartphones, câmeras digitais, tablets etc – já fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas.



Essas diferentes tecnologias digitais permitem aos alunos o contato com novas linguagens, e aproximam o conteúdo de ensino às novas gerações, os nativos digitais, que desde pequenos tem naturalidade e domínio sobre os recursos tecnológicos. 

Um projeto realizado pelo núcleo de ensino da Unesp (Universidade Estadual Paulista) mostrou que o uso da tecnologia na educação melhora em 32% o rendimento dos alunos em matemática e física, em comparação aos conteúdos trabalhados de forma expositiva em sala de aula.

Animações, simulações e jogos, que ensinavam análise combinatória por exemplo, foram incluídos no currículo escolar de 400 crianças na cidade de Araraquara, interior de São Paulo, e mostraram que 51% dos alunos que tinham dificuldades na aprendizagem melhoraram seu rendimento a partir do uso dessas novas ferramentas.
Como não é possível que cada aluno tenha um iPad ou que cada carteira seja um computador, é interessante notar que com pequenos exemplos de utilização de novas tecnologias a dinâmica das aulas pode mudar. Sites, programas e aplicativos , como Geogebra – que reúne recursos de álgebra, geometria, gráficos e tabelas – e o Músculos Anatomia – onde é possível acessar imagens e descrições detalhadas sobre toda a anatomia humana – já estão sendo incluídos no currículo e no dia a dia dos professore e alunos. Já o Stellarium permite mostrar planetas e constelações em 3D, e o Tríade – faz uma viagem ilustrada ao século XVII pela história da revolução francesa.

O desafio de integrar ensino e tecnologia pode ser feito de forma bem simples e fácil. O uso de celulares, ferramenta democrática e em grande número nos dias de hoje, pode iniciar uma revolução no modo de ensino e suprir a falta de muitos matérias digitais nas escolas. A partir de facção de documentários, videos, fotos e textos sobre assuntos estudados e até mesmo projetos de campo, os alunos poderão compartilhar com os outros suas ideias pessoais e em conjunto e iniciar debates e troca de informações. Além de contribuir, também, imensamente com as crianças portadoras de necessidades especiais que com a ajuda de ferramentas sonoras, visuais e com recursos de escrita podem ilimitar seu conhecimento e conseguir desenvolver-se, interagindo com os outros alunos através das mesmas ferramentas.

Karina Florêncio Correia 1º Semestre Pedagogia Unopar

Importância do uso das tecnologias na educação - Karina Florêncio Correia 1º Semestre Pedagogia

Nunca foi tão difícil para os professores terem a atenção dos alunos como acontece hoje. O uso de tecnologias fazem com que os alunos fiquem desatentos, desinteressados, para eles tudo é mais interessante quando se tem a tecnologia em mãos. O que fazer diante desse problema?

Falando sobre o cotidiano dessas crianças e adolescentes de hoje em dia, devemos usar essas ferramentas a favor, tornando as aulas mais atraentes.

O computador: O aluno passa a ser o ator de sua própria aprendizagem, e sendo assim o professor passa a ser o guia nesse processo de aprendizagem. Quando o aluno interage com o computador, é possível adequar as matérias de acordo com as necessidades pessoais de cada estudante. Desta forma, os alunos com deficiência cognitiva podem fazer exercícios diferenciados usando o mesmo tópico, os demais alunos podem avançar nas atividades segundo seu conhecimento, e os superdotados podem seguir adiante, em busca de novos desafios.

A internet é uma grande fonte de pesquisa, por meio da web, torna-se mais fácil a interação entre conteúdo didático e a realidade. Neste caso o papel do professor é de ajudar a avaliar as fontes de informações e mesmo todo o conteúdo disponível ao aluno. O professor atua como um guia do conteúdo disponível. A grande maioria das pessoas são visuais, portanto, o uso de figuras possibilitará aos alunos uma melhor memorização e assimilação do conteúdo.

Os alunos motivam-se quando um conteúdo envolve algum tipo de competição. Aprender torna-se divertido com o uso de jogos. Alunos que estão competindo entre si ou com a máquina ficam imersos nas atividades, e até lamentam quando o horário da aula termina. Já imaginou alunos que não veem a hora de assistir à sua aula? Isto é possível com o uso da tecnologia uso de exercícios desafiadores, jogos, etc.

Karina Florêncio Correia 1º Semestre Pedagogia Unopar