A educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e
tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comunidade,
dá-se o nome de Educação Tecnológica. Os indivíduos-alvo podem ser
crianças, estudantes universitários, ou adultos dentro do público em geral. A
educação sofre mudanças, das mais simples às mais radicais, de acordo com o
grupo ao qual ela se aplica, e se ajusta a forma considerada padrão na
sociedade.
A Educação engloba os processos de ensinar e aprender, portanto a
progressiva difusão da tecnologia nas sociedades é um fenômeno mundial
provocando profundas mudanças em todas as dimensões. Essa evolução deve-se ao
grande e contínuo avanço tecnológico.
Desta forma, a sociedade vive um período de grandes transformações que têm
impactado e modificado, de forma definitiva, as organizações em todo o mundo.
Essas transformações têm levado as organizações a privilegiarem a capacidade
das pessoas na busca contínua de novos conhecimentos.
As novas tecnologias digitais são a aplicação de um conhecimento
científico ou técnico, de um “saber como fazer”, de métodos e materiais para a
solução de uma dada dificuldade, incluindo desde as mídias mais tradicionais,
como os livros, o fax, o telefone, os jornais, o correio, as revistas, o rádio,
os vídeos, até as mídias modernas como a informática e a Internet.
NOVAS TECNOLOGIAS
As novas tecnologias de informação e de comunicação, usadas na
comunicação social, estão cada vez mais interativas, pois permitem a troca de
dados dos seus usuários com recursos que lhes permitem alternativas e aberturas
das mais diferentes, os programas de multimídia, como o vídeo interativo, a
Internet e o Teleconferência. São essas novas tecnologia que permitem a
preparação e manipulação contígua de teores específicos por parte do
professor/aluno (emissor) e do aluno/professor (receptor), codificando-os,
decodificando-os, recodificando-os conforme as suas realidades, as suas
histórias de vida e a tradições em que vivem; permitindo um entendimento mais
eficaz, alternando os papéis de emissor e receptor, como co-protagonistas e
contribuintes da ação cognitiva.
Nos dias de hoje, os diferentes usos dessas mídias (tecnologias)
se confundem e passam a ser característicos das Tecnologias de Informação e de
Comunicação, que mudam os padrões de trabalho, do lazer, da educação, do tempo,
da saúde e da indústria e criam, assim, uma nova sociedade, novas atmosferas de
trabalho, novos ambientes de aprendizagem. Criando-se um novo tipo de aluno que
necessita de um novo tipo de professor. Um professor ligado e compromissado com
o que esta acontecendo ao seu redor.
A educação, atualmente, é tema central dentro do novo paradigma
produtivo internacional, caracterizado pela presença das novas tecnologias,
informatização crescente e uma demanda cada vez maior por qualidade. Crescem as
exigências para o processo produtivo e de uma formação mais complexa, visto que
o aumento de produtividade está associado a uma reorganização da produção
apoiada em princípios como flexibilidade, qualidade e rapidez.
Nos países em desenvolvimento, a introdução de novas tecnologias na
educação constitui uma realidade. No Brasil, por exemplo, observa-se, sobretudo
nas instituições de ensino superior, que as tecnologias vêm progressivamente
sendo introduzidas.
O processo de introdução das novas tecnologias nas de ensino
superior, quer nos países estrangeiros quer no Brasil, não é definitivamente um
movimento lento. Em que pesem as estatísticas e as iniciativas governamentais,
e ainda que considerada por muitos, como um fato irreversível, a introdução das
novas tecnologias não deixa de provocar polêmicas.
Na educação brasileira, sobretudo ao atingir o ensino superior, as
tecnologias são hoje uma das questões mais discutidas entre os educadores.
Pesquisas, relatos e debates especializados, como os que vêm ocorrendo em
diversos países demonstram que esta nova questão educacional não parece fugir
às tradicionais trajetórias de resistências por que passam sempre as inovações.
A democratização do saber por meio da informação propõe alternativas que
busquem produzir, socializar e facilitar o acesso ao conhecimento,
ultrapassando a metodologia de trabalho fundamental da reprodução para a
produção de conhecimento. Por isso, torna-se necessário buscar um referencial
teórico que discuta a questão prática e a teoria na educação. Dessa forma, a
sua inserção no ensino é um processo irreversível e a revolução tecnológica em
curso, está se dando sem que os educadores possam detê-la.
Tecnologias colaborativas são as que consentem à otimização do
trabalho em equipe. Explicitando, as novas tecnologias de informação e de
comunicação podem ser utilizadas para se alcançar objetivos individuais
isoladamente.
Assim, quando um professor pesquisa certo assunto, em bases de dados da
Internet e, ao descobrir documentos importantes, guarda-os para seu uso
particular em sua biblioteca virtual individual (CD-Rom, disquetes ou no disco
rígido do seu computador), os seus objetivos individuais não estão sendo
admirados. Se, por outro lado, comunica a existência desses textos a outros
professores que estão trabalhando com ele (de forma interdisciplinar) em um
projeto comum, propondo uma discussão conjunta através dos serviços da própria
Internet (e-mail, teleconferência), essa tecnologia se reveste de uma
característica que otimiza a colaboração, daí ser então denominada de
tecnologia colaborativa.
De acordo com a Unesco a educação também é exercida para além do
ambiente formal das escolas e adentra em outras perspectivas caracterizadas
como: educação não formal e educação informal sendo compreendido por educação
não formal todo processo de ensino e aprendizagem ocorrido a partir de uma
intencionalidade educativa mas sem a obtenção de graus ou títulos, sendo comum
em organizações sociais com vistas a participação democrática.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As tecnologias aplicadas à educação constitui um novo paradigma
educacional que engloba a descoberta, a criação, a consciência e indica que as
instituições de ensino de modo geral constitui um ambiente criado para a
aprendizagem rica em recursos, possibilitando ao aluno a construção do seu
conhecimento, segundo o seu estilo individual de aprendizagem.
As novas tecnologias, junto com uma boa proposta pedagógica são de
grande importância para a aprendizagem, a partir do momento em que sejam vistas
pelos profissionais da educação, como ferramentas, mídias educacionais, podendo
ser facilitadoras da aprendizagem, tornando-se mediadoras, por facilitarem ao
aluno construir seu próprio conhecimento, no qual o aluno passa ter papel
ativo, buscando resolver suas necessidades.
Não há porque negar, entretanto, que hoje em dia, quando a expressão
“Tecnologia na Educação” é empregada, dificilmente se pensa em giz e
quadro-negro ou mesmo em livros e revistas, muito menos em entidades abstratas
como currículos e programas. Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a
fala humana, a escrita, e, consequentemente, aulas, livros e revistas, para não
mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, os
educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua
familiaridade com essas tecnologias que as torna transparentes e invisíveis a
eles.
“Tecnologia na Educação” é uma expressão preferível à “Tecnologia
Educacional”, pois esta sugere que há algo intrinsecamente educacional nas
tecnologias envolvidas. A expressão “tecnologia na educação” deixa aberta a
possibilidade de que tecnologias que tenham sido inventadas para finalidades
totalmente alheias à educação, como é o caso do computador, possam, eventualmente,
ficar tão ligadas a ela que se torna difícil imaginar como a educação era
possível sem elas.
Portanto hoje a educação é quase inconcebível sem essas tecnologias.
Tomadas em seu sentido mais geral, pedagogia e tecnologia sempre foram
elementos fundamentais e inseparáveis da educação. Assim, tecnologia é uma
forma de conhecimento. “Coisas” tecnológicas não fazem sentido sem o “saber -
como usá-las, consertá-las, fazê-las".
“A tecnologia é um conjunto de discursos, práticas, valores e efeitos
sociais ligados a uma técnica particular num campo particular”. Assim, qualquer
que seja a definição que se utilize (e existem muitas), um elemento essencial
deve estar presente nesta análise das relações entre tecnologia e educação: a
convicção de que o uso de uma “tecnologia” (no sentido de um artefato técnico),
em situação de ensino e aprendizagem, deve estar acompanhado de uma reflexão
sobre a “tecnologia” (no sentido do conhecimento embutido no artefato e em seu
contexto de produção e utilização).
A educação é e sempre foi um processo complexo que utiliza a
mediação de algum tipo de meio de comunicação como complemento ou apoio à ação
do professor em sua interação pessoal e direta com os alunos. A sala de aula
pode ser considerada uma “tecnologia” da mesma forma que o quadro negro, o giz,
o livro e outros materiais, são ferramentas “tecnológicas” pedagógicas que
realizam a mediação entre o conhecimento e o aluno.
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