sábado, 1 de abril de 2017

"JEAN"- A tecnologia precisa estar presente na sala de aula ?

Pesquisadora da PUC-SP alerta que o currículo escolar não pode continuar dissociado das novas possibilidades tecnológicas.






Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares. A opinião é de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Defensora do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sala de aula, Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica. 

Nesta entrevista para NOVA ESCOLA, a especialista no uso de novas tecnologias em Educação, formação docente e gestão falou sobre os problemas na formação inicial e continuada dos professores para o uso de TICs e de como integrá-las ao cotidiano escolar.

Minha opinião sobre a entrevista.

Acredito que essa entrevista contribuiu para uma compreensão mais elaborada e crítica acerca do tema WEBCURRÍCULO e acrescentar que as TICs são uma condicionante para imprimir mudanças na escola, tornando-a mais atual e contextualizada, mas é um processo que depende muito de investimento e reestruração do atual modelo de ensino, o que já está gradualmente acontecendo, mas de acordo com a entrevista: precisamos ter e dominar as tecnologias para usá-las,dessa forma muitas dúvidas foram sanadas.




Jean Marciel Amaro   1°Semestre-Pedagogia.

JEAN - Tecnologia de ponta se torna aliada no aprendizado e na estimulação de crianças com síndrome de Down...




É um software educacional de apoio a alfabetização e comunicação alternativa de jovens e adultos com deficiência intelectual. É um projeto inovador no Brasil, no campo de inclusão digital e cidadania, já que o foco é especializado somente esse público-alvo.
Objetivo:
Servir como ferramenta de apoio a professores atuantes no processo de alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual. A metal final é que o educando passe a ser capaz de comunicar-se por meio de computadores, sendo foco as redes sociais (comunicação alternativa). 
Público-alvo:
- Software de uso gratuito nas escolas públicas e Apaes.
- Único software educacional de apoio à alfabetização de jovens e adultos com deficiência intelectual em língua portuguesa, gratuito e focado nesse público.
Características gerais:
- Desenvolvido com base em requisitos educacionais do público-alvo, não em adaptações feitas para outros tipos de educandos;
- Testado e validado em caso real de uso por professores especializados em alfabetização de adultos com deficiência intelectual, bem como por educandos com diversas patologias no campo da deficiência intelectual;
- Está em uso experimental na Apae-DF e em escola pública e especializada mantida pelo Governo do Distrito Federal;
- Os recursos multimídia são focados neste público-alvo (não é infantilizado);
-Há recursos motivacionais e de interatividade com o professor e o educando;
- Estão presentes elementos que favorecem que o educando identifique-se com o software;
- Permite que seja agregado às demais ferramentas pedagógicas já em uso por professores especializados;



Jean Marciel Amaro   1° Semestre-Pedagogia.

"JULIANI LUMI OHARA"

           educação e tecnologia

         tecnologia para crianças

       (juliani lumi ohara-1semestre)

As ferramentas tecnológicas fazem parte da nossa vida, hoje não temos mais como nos desvincular delas. As crianças precisam, sim, ter acesso às possibilidades oferecidas pela tecnologia, mas de uma forma organizada e orientada para que possa levar a um efetivo aprendizado. O uso descontrolado da tecnologia, tanto no ambiente escolar, como em casa, às vezes atrapalha o aprendizado da criança. Tudo em excesso faz mal. A tecnologia não pode substituir as relações pessoais como o convívio com os colegas de sala de aula e familiares, isso faz parte do aprendizado e não pode ser esquecido. Ao observar essas questões, a tecnologia é, sem sombra de dúvida, uma grande ferramenta pedagógica, pois coloca à disposição do aluno um universo de possibilidades impossíveis com o tradicional 'giz e quadro-negro'.

Não há uma idade pré-estabelecida para o início do contado com a tecnologia. Hoje em dia, já se nasce imerso numa sociedade que não vive sem tecnologia. O que deve existir é a atenção dos pais com relação ao "como" as crianças estão usando esses equipamentos tecnológicos deixando de lado outros tipos de brincadeiras sadias, que são necessárias ao seu desenvolvimento. A nova geração precisa ter um crescimento intelectual e físico combinados, não é possível substituir todos os tipos de diversão pelo videogame ou o laptop. 

Não existem "regras" para um uso pedagógico das tecnologias. Entretanto, é importante seguirmos algumas orientações que contribuem para o uso pedagógico das tecnologias. O bom senso é imperativo, nesse caso. Portanto não deixar o computador no quarto das crianças é um bom artifício para afastá-las da obsessão por ver, a todo momento, e-mails, games e sites de relacionamento (orkut). Estipular um horário para que a criança fique na frente do computador também é um bom mecanismo. É bom ter um tempo pra divertimento na frente da máquina e uso dela pra fins pedagógicos, como pesquisa para um trabalho, etc. Mostrar para os filhos outras possibilidades que a Internet pode oferecer como pesquisas, visitas a museus, bibliotecas, pode fazer com que eles descubram um universo novo e inexplorado da web. Conversar sobre os perigos que podemos encontrar na rede, como sites perigosos ou pessoas mal intencionadas, vírus e outras formas de lixo eletrônico, lembrar que a criança nunca pode dar seu endereço ou número de telefone para quem não conhece etc. A tecnologia também pode ser um mecanismo de aproximação entre pais e filhos. Os pequenos são muito ligados em instrumentos como, por exemplo, MSN, orkut, etc., se você pai ainda não está integrado nestas mídias, peça ajuda a seu filho para criar e participar. Não esqueça que nada substitui um abraço.


JEAN - O Uso Da Tecnologia Na Educação Especial.

Nos dias atuais a importância da tecnologia na área da educação é muito discutida, mas quando falamos de educação especial ela se torna quase obrigatória, uma vez que muitas pessoas dependem desse meio para ter acesso ao aprendizado e adquirir as competências básicas que são de direito de todo cidadão. Aliar tecnologia à educação especial é garantir o direito de acesso ao conhecimento, dando ao indivíduo uma chance de mostrar seu potencial como qualquer cidadão considerado 'normal' perante a sociedade.Hoje em dia muito se tem falado sobre Educação Especial, Inclusão Digital e outros termos que fazem do computador importante ferramenta de auxílio no aprendizado de muitas pessoas com necessidades especiais. Essa ferramenta desde que bem utilizada poderá trazer evoluções consideráveis. O uso desta nova tecnologia nas escolas constitui-se um verdadeiro laboratório, onde se desenvolvem experiências e observam-se reações e resultados. De acordo com Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade "No campo da Educação Especial quando falamos de 'inovações' estamos apenas apontando o que de ferramentas visíveis estão em uso junto ao educando com necessidades especiais" . Não percebemos, muitas vezes, que atrás de tudo isso possui também outros tipos de tecnologias e aparatos tecnológicos que auxiliam o educando no processo de aprendizagem. Alguns métodos utilizados na transmissão de conhecimento, obviamente nunca serão deixados de lado, como antigos inventos encontramos a lousa, o giz, o apagador. Mais para muitas pessoas utilizar métodos como esses citados, torna-se extremamente impossível, pois possuem necessidades que apenas a tecnologia de ponta poderá auxiliar, sendo assim a introdução do computador e ou da tecnologia da informação na sala de aula para Educação Especial tornou-se uma saída tecnologicamente necessária. A idéia de resolver esse 'problema' dando ao aluno o direito de participar, de aprender e ter uma convivência educacional como qualquer outra pessoa, fez com que muitos órgãos e empresas de Tecnologias da Informação investissem em estudo e desenvolvimento de programas de assistência às pessoas especiais. Vemos que a preocupação em ensinar e aprender, é cada vez mais crescente, com esse empenho poderemos quebrar todas as barreiras, levando educação e conhecimento para todos, não importando o grau de necessidade especial, mais sim a constante "sede" de aprender.
Estudantes Especiais
Muitos cuidados são tidos com pessoas portadoras de necessidades especiais (temporários ou passageiros) entre eles destacam-se: a preparação de docentes para que possam compreender e assim transmitir o conhecimento de forma mais natural; e o investimento em tecnologia especializada, aliando dessa forma o ser humano e a máquina para juntos desenvolverem trabalhos e estudos quebrando barreiras até então encontradas. Na realidade encontram-se também alguns alunos que necessitam de um atendimento especial, mais de um outro nível ou uma outra forma. Existem os estudantes considerados normais perante uma sociedade que ostenta um "padrão" intelectual. Dentro desse universo "padronizado" há os que não se enquadram perfeitamente nessa denominação, que são os chamados alunos especiais. Mais a expressão "ter um aluno especial" não quer dizer necessariamente que seja uma pessoa deficiente física, ou mental. Existem então os alunos considerados lentos (vagarosos) e os considerados rápidos (dotados), o atendimento adotado a esses alunos, em especial, muitas vezes são repelidos pelo público e apontados como "antidemocrático"  mais esse apontamento já não acontece com os deficientes físicos, pois a sociedade normalmente acredita naquilo que vê, no que algo físico, sendo assim não compreende muitas vezes uma criança ou um adulto que possui leve insuficiência auditiva ou baixo poder de assimilar conhecimentos. Diante desta realidade os desenvolvedores de tecnologia devem estar atentos para que todas as pessoas especiais – por leves que sejam seus problemas - sejam atendidas, e com isso trazendo e mostrando à sociedade uma forma justa de colaboração, eliminando todo tipo de discriminação que possa ser gerado dentro do grupo.
 O computador na sala de aula...
A importância da tecnologia aliada ao ensino seja presencial, seja à distância, é inquestionável, uma vez que auxilia muito no processo ensinar-aprender. Quando falamos em educação especial e em deficiência física, essa afirmação torna-se ainda mais importante e necessária, visto que grande parte das pessoas portadoras de deficiências dependem da tecnologia para poderem realizar suas tarefas. A palavra Inclusão Digital nunca foi tão citada como hoje em dia. Governos e Organizações Não Governamentais estão cada vez mais empenhados em distribuir oportunidades de acesso à tecnologia. Mas não nos iludamos, pois embora estejam empenhados, essa é uma luta constante e trabalhosa. Vale lembrar também que não é o uso do computador que fará que todos os objetivos almejados sejam alcançados, é antes de tudo uma postura educacional. É o profissional do ensino trabalhando como um facilitador e criador de condições para que esses objetivos sejam alcançados. Outro fator vem à tona então: o educador.
Então além de termos computadores de última geração, softwares capazes de tornar o ensino especial mais prático e didático, é necessário um material humano devidamente preparado para operá-lo e dar o suporte necessário ao educando especial.
O mesmo deverá receber também uma constante reciclagem para que suas habilidades estejam sempre à disposição da melhor forma possível ao educando. Não esquecendo, é claro, da reciclagem que além da atualização tecnológica serviria também como uma injeção de ânimo e motivação para que o educador esteja sempre apto a desenvolver sua função da melhor forma possível.
Diante desses fatores podemos observar alguns objetivos a serem alcançados com o uso do computador na sala de aula:
-Aumentar a auto-estima e autonomia do educando;
-Fazer com que ele experimente o sucesso;
-Mostrar que com o erro é uma etapa necessária para o aprendizado;
-Auxiliar o desenvolvimento cognitivo;
-Acompanhar o aprendizado respeitando os limites de cada educando;
-Demonstrar a importância do trabalho coletivo
-Desenvolver linguagem, leitura, raciocínio e atitudes
Vale ressaltar que esses objetivos foram elaborados sob um referencial psicopedagógico, onde analisa o educando de uma forma global em suas múltiplas facetas.
Mais tecnologia, menos limites
Com o grande avanço da Tecnologia, as barreiras que delimitam espaços geográficos e também limites físicos estão sendo quebrados e deixados para trás. O ser humano seja trabalhando ou estudando, está tendo um novo conceito sobre limites. O ensino à distância é um exemplo claro do avanço tecnológico. Videoconferências são comuns hoje em dia em escolas (para professores), empresas e outros locais que necessitem de reuniões dinâmicas, rápidas e com grande participação dos membros (que antes não seria possível pela distância). Se não fosse esse aparato tecnológico nossa realidade hoje, seria diferente. Temos consciência, é obvio, que ninguém vive (ainda) num mundo dominado pela tecnologia, como naquele desenho da família Jetson , onde basta pedir algo para um robô que ele atende. Nosso mundo é de pessoas que buscam a cada dia encurtar as distâncias, e quebrar os limites. O mais importante é que não são quebradas apenas as barreiras geográficas e as barreiras que existem entre uma pessoa deficiente e o aprendizado especial, mas também as barreiras de preconceito. A Tecnologia definitivamente pode ajudar muito no processo de aprendizado, pois dá condições necessárias para o educando. A internet também soma como um fator positivo na 'distribuição de conhecimentos', uma vez que pode ser acessada de qualquer ponto a qualquer hora. Ronaldo Correa Jr., de Recife, diz em seu site que "a Internet é o único espaço em que a minha normalidade é evidente. Lá eu posso ser eu mesmo, independentemente do que meu corpo é capaz de fazer. Ter acesso ao mundo todo pela tela do computador melhorou muitíssimo minha qualidade de vida..."  Com paralisia cerebral e quadriplegia Ronaldo mantém contato com seus amigos digitando textos com os dedos dos pés e também aproveita para estudar por conta própria muitas matérias. Esse é um exemplo real de como as barreiras podem ser quebradas com o avanço tecnológico.
Podemos concluir que diante dos fatos do dia a dia, o uso da Tecnologia na Educação Especial é além de importante, necessário. Investir em estudos ou projetos nessa área é antes de tudo garantir que o direito básico à educação seja cumprido, sem nenhum tipo de discriminação, como diz o Artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Todo homem tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se afirmar que a educação especial e tecnologia podem caminhar lado a lado e rumo ao mesmo objetivo: A inclusão. E que trabalhando com a tecnologia correta para cada caso, pode-se diminuir a exclusão e mostrar ao mundo que não são apenas padrões físicos que devem ser levados em conta, mais sim éticos, morais e intelectuais.
Uma pessoa portadora de deficiência pode realizar muitas tarefas, só que para isso muitas vezes necessitará de uma ferramenta, a tecnologia. Portanto não importa como você faz algo, mais sim o que faz e como supera as dificuldades.

Jean Marciel Amaro      1°Semestre-Pedagogia.
               Educação e Tecnologia
A tecnologia precisa estar presente na sala de aula (Juliani lumi Ohara-1semestre)

Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares. A opinião é de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Defensora do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sala de aula, Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica.

Nesta entrevista para NOVA ESCOLA, a especialista no uso de novas tecnologias em Educação, formação docente e gestão falou sobre os problemas na formação inicial e continuada dos professores para o uso de TICs e de como integrá-las ao cotidiano escolar.
  

Educação e tecnologia 


Educação de antigamente e de hoje Juliani Lumi Ohara

1semestre


Os pais de antigamente queriam ver os filhos trabalhando ainda crianças. O estudo ficava em segundo plano. Os pais de hoje preferem ver os filhos só estudando, porque trabalhar é assunto para só depois da faculdade – se tiver emprego, é claro. Hoje a lei proíbe o trabalho de menores de idade.
Os pais de antigamente achavam que os filhos tinham que crescer logo para se virar na vida, que era considerada dura e cheia de desafios. Os pais de hoje gostariam que os filhos não crescessem. Crescer pra quê? Para morarem sozinhos, trabalhar, pagar as contas, fazer compras no supermercado, providenciar alguém para lavar a roupa, cozinhar, arrumar a casa! Casados terão filhos...para os avós cuidarem. Teriam mais responsabilidade e preocupação! Pra que casar se eles podem namorar no shopping, no carro, em casa, até no quarto de dormir. Podem chegar a hora que quiserem da madrugada! Em casa o (a) filho (a) tem comida e roupa lavada, pra quê ir a luta? Em casa não precisarão arrumar o quarto, nem recolocar as coisas no lugar, nem ajudar os pais a descarregar as compras, nem ajudar a mãe na cozinha. Então, por que virar adulto? Para ser responsável e ter que encarar a vida tão perigosa e incerta lá fora?
Os pais de antigamente exerciam ao máximo sua autoridade sobre os filhos. Eram autoritários e reprimiam todos os desejos. Os pais de hoje se acovardam diante do poder crescente dos filhos. Existem crianças que batem de verdade nos pais e eles não sabem como reagir. Faz sucesso um programa da TV inglesa, “Super Nany” (aqui é “Super babá”) que ensina aos pais como se defender e sustentar regras para lidar com os filhos. Pais acovardados e sem autoridade era impensável, antigamente. Alguns pais de nossa época justificam sua covardia como defesa para o (a) filho(a) não fugir de casa, como aquele caso que virou notícia na imprensa. Os pais de hoje temem a explosão emocional e reação de vingança dos filhos; também temem serem mal interpretados pelos especialistas e vizinhos de plantão.
Os pais de antigamente comandavam totalmente a educação dos filhos. Hoje os pais sentem comandados pelos seus rebentos. Resta a esperança para alguns de que a escola eduque-os. Os pais que com esforço retomam a função de “pai” e de “mãe” tendem a sentir culpa, porque dizer um ‘não’ dá a impressão de serem autoritários.
Conversas sobre a sexualidade antigamente não aconteciam. Hoje, muitos pais ainda resistem conversar sobre sexo; parecem mais preocupados com as drogas e as doenças transmissíveis do que em prevenir o crescimento do número de gravidez precoce entre adolescentes. (“Não houve grandes mudanças nas relações dos pais quanto eles eram adolescentes se comparado aos tipos de relação que estabelecem com seus filhos atualmente”, segundo a pesquisa de Luciane Cristo e Josiane P. Ferreira – Cascavel/Pr.
Antigamente os jovens entravam em conflito sobre valores sociais, políticos, econômicos, religiosos, estéticos e comportamentais (brigavam pelo direito de usar os cabelos compridos e vestir uma calça velha-azul-e-desbotada). “Nós, que amávamos tanto a revolução” também éramos embalados pelo sonho de uma sociedade alternativa, ecológica, justa, igualitária, com fundo musical de rock ou new age. As crianças e os jovens do início do terceiro milênio não vivem um sonho coletivo de mudança social. Seu sonho é meramente subjetivo, tribal e plural. São mais propensos à discussão sobre assuntos menores do cotidiano como os games, amigos, namoro, aparência, do que os “grandes temas” da década de 1970. Os pais mais à esquerda já não conseguem conversar com os filhos os assuntos que eles, na sua época, consideravam importantes. Também, não conseguem fazê-los cumprir as pequenas coisas: regrar a hora de eles voltarem para casa, o tempo de ficar nos games, ler os jornais e revistas.
Antigamente os pais ricos simplesmente criavam os filhos. O ensino preceptorial se encarregava de dar uma “boa educação” aos economicamente privilegiados. Com o advento da “escola de massa”, no Brasil, a partir das décadas de 1970 e 80, foi anunciado para todos que a escola era quem devia “educar”. Os pais, agora, poderiam se dedicar ao trabalho e/ou se dedicarem plenamente à carreira profissional. Naquela concepção, seria mais “científico” e “moderno” deixar que os professores educassem a nova geração. Entretanto, esses abnegados profissionais foram humilhados de serem somente “professores” (formados em série como se fossem eucaliptos – “essa árvore sem vergonha”, e foram cobrados para serem “educadores” (comparados às velhas árvores: os jequitibás).
O resultado daquele discurso educacional a sociedade paga até hoje: os pais se desobrigaram de “educar” os filhos e a escola perdeu o seu foco de trabalho de ser eminentemente “ensinante”.

Obs: esse “antigamente” refere-se a não mais que trinta, quarenta anos. Ou seja, antigamente não é tão antigamente.

Razão para inserir tecnologias. Mariane Duarte/1 semestre. Pedagogia


Conheça razões para inserir as novas tecnologias no ambiente escolar;
Usar ou não usar novas tecnologias no dia a dia escolar já não é mais a questão. Afinal, o uso da tecnologia faz parte da vida das novas gerações fora da sala de aula e, por isso, a sua aplicação em benefício da educação pode ser considerada um importante caminho para aumentar o dinamismo das aulas. Nesse contexto, o importante é saber como integrar as novas formas de ensinar e aprender ao planejamento e ao currículo escolar.
Mas, para chegar lá, que tal conhecer alguns benefícios que estas ferramentas pedagógicas digitais oferecem, tanto para o seu plano de aula, como para melhorar o desempenho dos seus alunos?
Selecionamos oito motivos, entre benefícios, vantagens e curiosidades sobre o uso da tecnologia na educaçãoConfira!
1. Aprimorar a qualidade da educação: proporcionando novos caminhos para o ensino e aprendizagem, além de novas metodologias, formando educadores e os ajudando a descobrir estratégias inovadoras para o aperfeiçoamento do processo educacional.
2. Ajudar a elevar os índices de desenvolvimento da educação básica: para que, em 2022, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), oferecida nas escolas públicas brasileiras, alcance a meta proposta pelo Ministério da Educação (MEC) de 6,0.
3. Tornar as aulas mais atraentes e inovadoras: ampliando possibilidades para alunos e para professores e transformando a aprendizagem, tornando-a mais motivadora e significativa.
4. Contribuir para a diminuição das reprovações e da evasão escolar: auxiliando os alunos com facilidades ou dificuldades de aprendizagem através da educação personalizada, e despertando o interesse deles para os estudos.
5. Aumentar a integração e o diálogo entre alunos e professores: incentivando a autoconfiança, afetividade, autonomia e socialização entre docentes e discentes.
6. Auxiliar na melhoria do desempenho dos alunos: ampliando a sala de aula para fora do horário e do ambiente escolar, e melhorando, inclusive, a produtividade na lição de casa.
7. Estimular alunos a aprenderem e a ensinarem: aumentando, também, o diálogo com a família, em casa, sobre os assuntos vistos em aula.
8. Despertar a curiosidade e as novas descobertas: estimulando novas experiências através da cultura digital, construindo novas competências e contribuindo para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Tecnologia faz parte na educação nos tempos atuais.